Nem todo mundo sabe que a esperança, tradicionalmente representada por uma âncora, é considerada a segunda das três virtudes teologais do bom cristão, ao lado da fé e da caridade. Mas ninguém precisa ser cristão para reconhecer seu poder.
Termina mais um ano, que pode ter sido bom, ruim, mais ou menos, num arco quase infinito de possibilidades – na verdade finito, claro, mas não menos variado do que a variedade humana.
E como toda saída de algum lugar é uma entrada em outro, na feliz síntese de Tom Stoppard, o fim de um ano que pode ter sido bom, ruim ou mais ou menos é sempre o início de um ano melhor – ou assim acreditamos, quando vive a esperança.
Dizem que ela é a última que morre, mas isso sempre me pareceu pouco, quase canhestro. Como assim? Que a esperança não morra nunca, nem mesmo depois do fim, é o mínimo que podemos desejar.
Porque se toda saída é entrada, todo fim é também começo, convém não esquecer. Feliz 2011 a todos.
Sérgio Rodrigues
Sobre Palavras
Nossa língua escrita e falada numa abordagem irreverente
veja.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.