domingo, 23 de janeiro de 2011

Abaixo a esperança!


Sangra em mim a urgência de um panfleto
é preciso soltar o grito
preso na carótida.

Ocupemos as ruas
as praças
os becos
ainda que escuros.

Sem medo das esquinas
olho fixo
camisa aberta
sentemos nas
calçadas

nas alamedas
nos jardins
sobretudo
nos jardins

O grito primal
derrubando
grades e cercas
para a frente
e para o alto

Que os poetas
tomem a frente
versos livres
rima solta
uma grande dança
abaixo a esperança
grita a louca

Quem espera
nunca alcança
Allons...Allons
pálidas crianças
liberté ou liberdade
agora ou nunca
antes
que
tarde!

Por Carlos Vereza

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.