sábado, 27 de novembro de 2010

Amei e quem é que não amou?

Amei. E quem é que não amou?

Dei-me a todos os prazeres;
Quem é que ao prazer se nega?
— Sim, jamais, um prazer se rejeitou!

Mas, acabei.

Depois da juventude
Vem a idade madura,
— Tudo nos sabe a derrota.

Meus cabelos foram loiros
Como aqueles,— de entre tantos que beijei,
Como aquêles que eu prefiro!

Nem a vida me conhece.

Cantei. Agora, suspiro.

Por António Botto
blog do Noblat

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