O jornalista Leonêncio Nossa conhece bem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo tempo que trabalhou como repórter setoristas. Da sua experiência resultou o livro Viagens com o Presidente (Record 2006) escrito junto com o também jornalista Eduardo Scolese. Tomando como matéria-prima a rotina do Palácio do Planalto e as dezenas de viagens presidenciais que acompanharam nos últimos anos, eles produziram o retrato de um político pouco conhecido dos brasileiros, descrevendo um Lula vaidoso a ponto de censurar um assessor por andar mal vestido ao seu lado e propenso a ataques de fúria, diante de um subordinado que se esqueceu de trazer-lhe uma toalha, que mesmo quando não está irritado, recorre com tanta naturalidade ao uso de palavrões que, entre os petistas palacianos, se difundiu a crença de que, quanto mais pesado o palavrão proferido por ele, maior é o seu grau de intimidade com o interlocutor.“Daí, ouvir um palavrão (do presidente) pode significar status”, dizem os autores. (leia trechos do livro Resenha Eletrônica Revista Veja – 28/08/2006)
Os dois jornalista agora voltaram à redação de seus jornais, Leonêncio, em O Estado de São Paulo, ontem escreveu o artigo “Lula inaugura agora até solda em tubulação”, mostra que Lula assim como um viciado em tóxicos, não consegue ficar afastado do holofotes. Só que quem paga sua dependência é o contribuinte: “Depois de esgotar na campanha eleitoral as oportunidades de lançamento de pedra fundamental e início de terraplenagem de obras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta terça-feira, 23, uma nova safra de viagens. Ele esteve no final da manhã desta terça em Ribeirão Preto (SP) para dar o ‘primeiro pingo de solda’ na tubulação de escoamento de álcool de cidades da região e de Goiás para usinas de Paulínia e Taubaté”.
Esse fim de comédia burlesca, que foi o governo do torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva, ficará marcado como mais incompetente de toda a história da República, até agora, bem entendido.
Por Giulio Sanmartini
(*) Foto: Lula em seu estado normal, isto é, cheio dos paus.
(*) Texto de apoio: Thaís Oyama
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